George VI, rei de Inglaterra, que chegou ao trono de Inglaterra em 1936, além dos muitos problemas tanto ao nível da saúde, como a nível emocional, desenvolveu uma gaguez contínua durante muitos anos, sendo mais tarde retratada no filme “O Discurso do Rei”.
Nessa época, a radiodifusão começava a afirmar-se como um instrumento fundamental para o discurso político e a comunicação de massas. Mas George era gago. E o microfone colocado à sua frente na tribuna de Wembley funcionou mais como barreira do que como mediador da sua comunicação com o povo. Era um instrumento que lhe causava pavor.
No Natal de 1951, George proferiu a partir do Palácio de Buckingham um pausado mas fluente discurso ao povo. Rei George começou sem dificuldade, mas a sua fala foi ficando cada vez mais difícil. Ele fazia pausas entre as palavras, de início bem curtas, mas depois foram ficando mais longas. Podia-se sentir pelo ritmo que o bloqueio se aproximava. Havia longos silêncios, sons curtos de luta vocal, e então, repetições rápidas de onde explodia a palavra. Isto aconteceu várias vezes durante o início daquela transmissão.
Apesar do seu impedimento, o Rei Jorge VI continuou a falar publicamente. Ele inspirou o seu país, quando este mais precisou dele. O povo ouviu-o declarar guerra à Alemanha. Ele estava tão emocionado, que quase não conseguia falar, mas mesmo assim a sua mensagem foi clara.
Embora ele nunca tivesse ficado completamente livre de todos os traços da sua gaguez, a sua fala melhorou bastante durante o seu reinado. Os seus discursos eram cuidadosamente preparados, para que ele não tivesse que dizer palavras que, normalmente, pudessem bloqueá-lo. Quando adoeceu, a sua enfermidade começou a minar sua força, e ele gaguejou consideravelmente no seu programa de Natal daquele ano. (MURRAY)
Albert Frederick Arthur George- Rei George VI




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