Seja
qual for a sua condição ou profissão, quem é gago
enfrenta diversos problemas no seu dia-a-dia, mas no entanto é possível
liderar, ser respeitado, ser competente, e ter sucesso nas diferentes etapas da
vida. Para tal, é preciso enfrentar e superar os obstáculos na vida, como
qualquer outra pessoa. Poderá existir
ainda algum preconceito, alguma falta de aceitação ou simplesmente o
desconhecimento de que a gaguez não impede a pessoa de ter a sua vida
profissional, podendo levar a entidade empregadora a não aceitar ter um funcionário
com estas caraterísticas. No
entanto, também acontece precisamente o oposto, em que a gaguez não é um motivo
de exclusão no mercado de trabalho.
Tal facto já constatámos com artigos expostos
anteriormente aqui neste nosso blogue, em que fizémos referência a diversas
pessoas conhecidas, tanto a nível nacional como internacional, e que fizeram ou
fazem ainda sucesso na sua carreira profissional, independentemente da sua
gaguez.
A gaguez não impede ninguém de estudar, porque não
implica qualquer deficiência ou limitação intelectual. A gaguez não impede
ninguém de trabalhar, ter um emprego e ser bem-sucedido na sua profissão. A
gaguez não impede ninguém de estabelecer vínculos com outras pessoas e de
namorar, porque não incapacita o indivíduo para expressar suas emoções e
afetos. O indivíduo que gagueja deve enfrentar a sua dificuldade da fala,
enfrentar a realidade, e não se restringir à vida em função do seu distúrbio de
fala. Nada explica uma atitude tão passiva diante da vida. (Instituto Brasileiro de Fluência)
“Imaginemos,
que o trabalho envolve contacto com o público, e temos o azar de gaguejar muito
na entrevista, se o trabalho requerer o uso de telefone
(e se gaguejarmos ao falar ao telefone), logo à partida o empregador exclui o candidato. Ou então imaginemos que nos vamos candidatar à polícia, poderá dar-se o caso de nos dizerem que em situações de stress podemos bloquear e colocar outras vidas em risco e aí claro somos excluídos por reserva psicológica. No exército respondem que estamos inaptos. Nos concursos públicos existem vagas que estão destinadas a serem ocupadas por deficientes, mas como a gaguez não é considerada deficiência, não podemos beneficiar das vagas especiais e ficamos em desvantagem com os não gagos."
(e se gaguejarmos ao falar ao telefone), logo à partida o empregador exclui o candidato. Ou então imaginemos que nos vamos candidatar à polícia, poderá dar-se o caso de nos dizerem que em situações de stress podemos bloquear e colocar outras vidas em risco e aí claro somos excluídos por reserva psicológica. No exército respondem que estamos inaptos. Nos concursos públicos existem vagas que estão destinadas a serem ocupadas por deficientes, mas como a gaguez não é considerada deficiência, não podemos beneficiar das vagas especiais e ficamos em desvantagem com os não gagos."
Video: A gaguez do ponto de vista de um médico neurologista que gagueja
Video: A gaguez do ponto de vista de um empresário que gagueja



1 comentários:
Graças ao blog estou a descobrir algumas curiosidades sobre a gaguez.
Espero que este projecto "abra os olhos" e sensibilize muitas pessoas, pois infelizmente ainda existe que menospreze e inferiorize os gagos.
Como familiar de um gago felicito-vos pelo trabalho e dedicação que têm dedicado a este tema.
Boa continuação e esperando com expectativa novos temas.
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