Algum dos seus amigos é gago?
Podem existir momentos de gozo ou de desprezo por ele gaguejar, mas essas situações são completamente erradas, pois só vão contribuir para que as dificuldades na produção da fala piorem, e/ou que provoquem um transtorno psicológico a longo prazo, juntamente com todas as dificuldades experienciadas fora do grupo de amigos.
Tem de ter especial atenção na comunicação com o seu amigo gago. É necessário dar-lhe atenção, tempo, não desviar o olhar e mostrar interesse pelo que ele está a tentar dizer, evitando fazer caras de aborrecimento, de resignação, impaciência ou irritação.
Normalmente, quando o gago não consegue continuar uma frase, tentamos adivinhar e completá-la. Existem gagos que ficam aliviados por essa ajuda livrando-se desse momento constrangedor, no entanto existem outros que preferem tentar superar o momento de “entrave” e ficam frustrados quando completamos as suas frases. Assim sendo deve compreender as necessidades e desejos daqueles que lhe são mais próximos para saber como agir nessas situações.
Também já deve ter reparado que eles têm certos movimentos associados quando estão a gaguejar, como por exemplo: piscar repetidamente o/os olho/os, contorcer a face, tremer os lábios, balançar a cabeça, movimentar os braços e as mãos, elevar o volume da voz a meio de uma palavra, etc. Nestes momentos não deve usar frases como “fala devagar, respira fundo”, “pensa primeiro no que vais dizer”, pois só vai aumentar o seu momento de tensão.
Pode também tentar elucidar as outras pessoas para este problema e como devem agir nestas situações, de modo a que não façam juízos de valor errados destes indivíduos. (Gaiolas, 2003)




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